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INGREDIENTES:

1,5 kg de lombo de bacalhau dessalgadO;

2 abobrinhas;

1 berinjela;

3 pimentões pequenos (um de cada cor);

4 cebolas roxas;

200 g de azeitona libanesa;

Ervas frescas (tomilho, alecrim, manjericão…);

1 colher (sopa) de açúcar;

50 ml de vinagre de vinho branco;

400 ml de azeite;

Pimenta-do-reino preta;

Sal.

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- RECEITAS -

Ingredientes:

300g de cogumelos frescos;

1 cebola roxa;

4 ramos de alecrim;

1 colher (sopa) de sementes de mostarda;

2 colheres (sopa) de azeite;

suco e raspas de limão;

sal.

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Essa sobremesa é uma das minhas favoritas… é bem doce, como eu gosto! :)

O doce de leite é uma paixão confessa, há anos! Gosto de todos: o mineiro, o argentino, leite condensado cozido…  por isso faço todas as receitas possíveis com ele(s). Qualquer dia posto a Cheesecake de doce leite!

Voltando ao petit gâteau, a receita original quem me deu foi a Klara – minha quase irmã-gêmea, com quem divido o mundo da gastronomia desde a porta de entrada: entramos na faculdade juntas, entregamos trabalhos e provas em dupla, sempre trabalhamos na mesma equipe e, ainda, depois da graduação nossos caminhos se encontraram muitas vezes. A receita não chegou por acaso: ela realmente me conhece! Preparei à exaustão, quando todo mundo já tinha enjoado (menos eu), reinventei polvilhando canela na forminha: um novo sabor, contrastando com o doce de leite de maneira quase simbiótica. Depois veio a castanha-de-cajú, a macadâmia caramelizada (essa todas as Confrarias provaram!) e, agora, a noz pecã.

Se quiser acompanhar o vídeo lindo que a Salted Caramel fez dessa belezura, clica aqui!

Vamos pra cozinha?

INGREDIENTES

400g de doce de leite;
200 g de manteiga;
4 claras;
8 gemas;
1 xícara de açúcar;
1 xícara de farinha de trigo;
150g de noz pecã;
manteiga, para untar e canela, para polvilhar.

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Assim como o food styling para fotografia, o vídeo apareceu na minha vida com pré-lançamento. Fiz a receita clássica: consultoria, treinamento e produção de foto… aí a agência liga e pede: você pode produzir para um vídeo?

Esse foi meu primeiro styling pra vídeo, apesar de já ter apresentado algumas receitas para a TV. Tudo diferente, com foco no preparo, pouco tempo e a necessidade de mostrar todo um conceito: seleção de ingredientes, frescor, primor e cuidado no preparo. O resultado é esse vídeo do Madrugadão Lanches, 2009. Fiz as cenas de estúdio do preparo do sanduíche (0:14 ao 0:22).

Adorei a experiência! Era cinema… diferente da fotografia, cada movimento encenado era refeito à exaustão até encontrar a cena perfeita.

Quando esse episódio já estava quase no esquecimento, aparece uma nova proposta, 6 anos mais tarde: food styling para uma série de receitas, vídeos de 2 minutos. Aceitei, sem pestanejar! O convite era irrecusável, feito por um casal de amigos, que montara uma produtora com o nome tentador de Salted Caramel.

Como tudo na minha vida apaixonada, o envolvimento com o “caramelo salgado” começou antes dele se formar… conheci a Bruna, que era namorada do Johann (professor da Portfólio, escola de fotografia do Nilo), que tinha sido meu colega no Liberdade Fotográfica. Foi amor à primeira vista, no meu caso; e à primeira mordida, no caso dela!

Vou explicar, pra evitar piadinhas: a Bruna trabalhava no projeto da Revista Tutano, que é do Beto Madalosso, que foi meu chefe quando mudei pra Curitiba – o mundo é mesmo uma ervilha, não?! – e me procurou pra fazer uma matéria sobre a importância da apresentação do prato. Aceitei e a convidei pra jantar em casa… eu me apaixonei pelo traço dela e ela pela minha comida.

Desse encontro nasceu este site e, desse processo, uma amizade gigante.

A Bruna é formada em design de produto e em cinema, “viaja” o tempo todo nas mil histórias que tem na cabeça… Tudo pra ela “dá um roteiro”! Conviver com ela estimula minha criatividade e me fez desenvolver um olhar divertido sobre a comida, e sobre as mil maneiras de explorar cada ingrediente.

O Johann é fotógrafo e cinegrafista; conheci como colega de turma e acabei virando aluna. Ele é super didático, sempre, o que me faz aprender muito durante as filmagens.

Acho que é por isso que a gente se dá tão bem; estamos nos desenvolvendo juntos e a gente ama quem nos faz crescer! A Salted é um amor cada vez maior. <3

Voltando à proposta da produção de vídeos, a idéia era um formato conceitual, onde a receita e o preparo acontecessem com o mínimo de interferência. Não há um apresentador, a receita se apresenta! A idéia era chamar convidados para apresentar suas receitas, mas pra colocar a idéia na tela, montamos um piloto em que contribuí também com 4 receitas.

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INGREDIENTES

300 g de chocolate branco;
200 g de manteiga;
4 ovos;
200 g de farinha de trigo;
150 g de açúcar;
100 g de damasco turco;
100 g de macadâmia;
1 colher (sopa) de fermento químico.

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Já fiz muitos casamentos, mas esse foi, sem dúvida meu maior desafio!
A Melanie foi mais um presente que a fotografia me trouxe: aluna do Nilo, foi assistente num de nossos trabalhos; mais tarde tornou-se minha colega no Liberdade Fotográfica, e depois minha professora! Na Portfolio conheci o Vini, bem no comecinho do namoro deles…
Ou seja, conhecia a noiva desde antes do noivo aparecer. Logo que decidiram casar ela me procurou; disse que casariam em casa, num sábado de manhã e contou o que sonhava pra este dia.
Depois, conheci os pais da noiva e anfitriões da festa. Numa tarde linda de outono, tomamos chá no jardim que seria o cenário do grande dia! Pra mim o evento começou ali, naquele chá. Naquele dia conheci a casa e definimos onde seria montada a cozinha de apoio e o bar; ajustamos o menu, já estudado pelas duas.
O serviço seria assim: na chegada, antes da cerimônia, ponche e mini-sanduíches (providencial, pois com a cerimônia marcada para às 11 horas, muitas mulheres foram pro salão sem café da manhã!). Depois do “sim”, serviríamos a mesa de antipasti e, na sequência, as ilhas quentes. A ideia toda era que os convidados se sentissem à vontade, sem o protocolo de parar para almoçar. E assim foi: alguns convidados nas mesas, outros no jardim, sentados no gramado.
Abrimos espaço na sala para montar a mesa de doces. O “bolo” ganhou um espaço especial no jardim – meu canto preferido da festa!
Tudo era encantador! Andrea, a mãe, estava cuidando de todos os detalhes da decoração. A florista ficou hospedada ali, e montou uma floricultura no estúdio da Mel, que fica dentro da casa.
O bolo, nada convencional, era uma receita da avó: uma torta de maçã perfeita para o fim de tarde, perfeita para o chá gelado, perfeita para o espumante, perfeita para o momento… que responsabilidade, reproduzir uma receita tradicional da família! Testei antes, levei para o “júri” e… aprovada! Com toda a logística necessária para produzir um evento deste porte em uma residência, não pude preparar as 18 tortas de maçã que seriam servidas; pra isso trouxe a fada dos bolos da minha vida: tia Gina(*)! Ela veio a Curitiba, acompanhada dos docinhos que havia feito em Gaspar, e fez as tortas no meu apartamento – pra desespero dos vizinhos que devem ter morrido de desejo com o perfume de bolo de vó…
No meio do caminho, o André também entrou na produção: adaptou o repertório escolhido pelo Leslie, o pai, para um trio formado por trompete, saxofone e piano, contratou os músicos, coordenou a música durante a cerimônia e, depois, acompanhou ao piano os solos do saxofonista durante o festim.
No dia da festa, chegamos cedo. Éramos, ao todo, 25: garçons, garçonetes, cozinheiras, copeiros, copeiras, doceira e até maquiadora! Afinal, numa festa de fotógrafo não se pode descuidar do visual! E, de fato, foi o evento com a maior cobertura fotográfica da minha vida! (as fotos da postagem são da Lina Sumizono, do Rodrigo Janasievicz e do Wagner Pace)
Num dia quente de verão, depois que todos partiram, ficamos eu, os noivos, os anfitriões e minha fiel escudeira, Letícia, para um banho de chuva que só as tardes de verão proporcionam! Foi uma festa “de lavar a alma”!

- RECEITAS -

O gorgonzola é um queijo que demorou pra me conquistar… Não sei dizer o que mais atrapalhava nosso relacionamento: a falta de hábito de consumo na minha casa, quando criança, ou a qualidade dos queijos disponíveis na época.

Lembro-me do primeiro mofo azul que realmente me seduziu: o Saint Agur! Impossível ficar inerte ao sabor e à cremosidade da nova descoberta. Fui pesquisar: um queijo francês, produzido com leite de vaca pasteurizado e enriquecido com nata.

Depois dessa paixão repentina, olhei com outros olhos para o gorgonzola (italiano, também de leite de vaca) – já morava em Curitiba, e frequentava o que era o paraíso dos amantes de queijos na época: o Mercado Municipal. Provei, acho que pela primeira vez, o Gorgonzola (com G maiúsculo) e descobri que até então só tinha comido queijo “tipo” gorgonzola. Foi nessa época que conheci a gostosura do Roquefort (outro francês, mas feito com leite de ovelha).

Depois que comecei a cozinhar pra valer, essas memórias e sabores apareceram de forma natural, mas sempre acabavam esbarrando em algum preconceito quando eu oferecia em meus menus… Sempre vinha aquele “será que os convidados vão gostar?”, “acho tão forte…”, “melhor algo menos polêmico”…

Resolvi comprar a briga! Ao longo dos anos, com as Confrarias Culinárias, fui catequizando paladares com os mais variados preparos. Meus preferidos são a quiche de Gorgonzola e alho poró com massa de avelã, o caneloni de ricota com roquefort e damasco, e essa mousse. Ah! O Saint Agur continua solitário em minhas papilas gustativas, nunca ousei usar em receita alguma…

A mousse é bem delicada, com um contraste entre o salgado (e picante) do queijo com o doce do mel e do figo. Outra sugestão para o mesmo preparo é trocar os figos por frutas vermelhas – pra mim a que mais combina é a framboesa, ácida na medida!

Independente da combinação, a mousse pode ser usada como entrada, aperitivo, numa mesa de antipasti ou – por que não? – como sobremesa.

Vamos pra cozinha? Mas, antes, dá uma espiadinha no vídeo da Salted Caramel… vai ficar ainda mais fácil! 😉

INGREDIENTES:

300g de Gorgonzola (ou outro queijo azul);
5 folhas de gelatina;
400 g de creme de leite;
8 figos;
150ml de água;
mel e alecrim, para acompanhar;
óleo, para untar.

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- RECEITAS -

INGREDIENTES

300 g de arroz italiano (arborio ou carnarole);
1 cebola;
100 g de manteiga;
100 ml de vinho branco seco;
200 g de damasco seco;
500 ml de caldo de legumes, aproximadamente;
100 g de queijo parmesão;
4 fatias de queijo brie;
sal.

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Já que o frio voltou, e o feriado é longo… que tal perder o medo e preparar um carré de cordeiro? A receita e super fácil, e pode ser preparado na churrasqueira também!

Meu acompanhamento preferido é o risoto de damasco com queijo brie, que também combina super bem com o molho de hortelã – pode servir só ele, como prato intermediário.

Se você arriscar o preparo do prato completo, o Alcioni tem duas sugestões para harmonizar: um shiraz australiano ou um bom carménère chileno. Vai deixar passar?

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INGREDIENTES

4 claras de ovo;
150 g de açúcar;
200 g de chocolate 70% cacau;
200 g de creme de leite fresco.

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As confrarias culinárias vêm sendo cada vez mais comuns entre amigos que compartilham o prazer à mesa e a fome por novas receitas! Dou aulas particulares para pequenos grupos, podendo ser aulas-show ou participativas, em que desenvolvo um cardápio por encontro, com degustação ao final do preparo e opção de harmonização com vinhos.
Esta história começou quase por acaso, lá pelos idos de 2004… Estava inaugurando minha empresa, em Blumenau, onde havia previsto um espaço para treinamentos e aulas – pensando, inicialmente, nas consultorias que prestava a restaurantes e outros empreendimentos gastronômicos.
Antes mesmo de abrir as portas, um grupo de amigos me procurou pedindo um orçamento de aula, com encontros mensais, onde pudéssemos desenvolver um cardápio por encontro. Todos eles finalizavam um curso sequencial de gastronomia, que fizeram apenas por hobby, nenhum pretendia seguir a profissão – eram todos médicos!
Montei a proposta e começamos as aulas no mês seguinte, março de 2004. Este mesmo grupo me acompanhou até dezembro do ano passado, quando encerrei as atividades em Santa Catarina. Durante esses 11 anos, alunos saíram, outros novos entraram, mas o grupo continuou, firme e forte! E hoje continua… sem mim!
Não demorou para que o formato chamasse a atenção de outros grupos, interessados não somente no aprendizado, mas também na confraternização e na celebração que rodeia toda mesa cheia.
Assim, as Confrarias Culinárias se tornaram um ponto importante na minha jornada, que agora segue somente aqui, em Curitiba.
Durante esse período foram mais de 20 grupos, quase 500 receitas e incontáveis risadas!

- RECEITAS -

Chocolate quente pra todos os gostos! O preparo é sempre o mesmo: derramar o leite fervendo sobre o chocolate picado e mexer até dissolver. Eu uso 50 gramas de chocolate para cada 200 ml de leite. Para finalizar, chantilly ou marshmallow.

Sugestões:

– Chocolate meio amargo com cardamomo (gosto é abrir as favas e macerar as sementinhas)

– Chocolate ao leite com baunilha (uso essência natural)

– Chocolate branco com gengibre fresco ralado (o gengibre “quebra” o doce do chocolate!)

Tá frio aí? Aproveita!

(Fotos do Johann Stollmeier e da Bruna Michelin, que produziu, se esquentou e esquentou o namorado!)

A festa foi num sábado.
28 de março, o dia em que, anos atrás, encontrei o amor…
Tudo estava encantador, como deve ser; a festa foi linda!

Recebemos os convidados com águas aromatizadas, enquanto o cerimonial os encaminhava ao espaço montado para a celebração.
Os canapés circularam logo após a cerimônia e o jantar foi servido uma hora depois – uma sequência de três pratos (postei no Instagram com descrição dos preparos, segue lá!). A mesa de doces, com bolo e miniaturas, fez as vezes de sobremesa.

Nossa sequência foi servida em tempo recorde: 1 hora e 15 minutos. Mal pude acreditar quando olhei o relógio!
O que dizer da minha equipe?! Eles são demais! Éramos 5 cozinheiras, 5 copeiras, 10 garçons e 1 maître. Contamos ainda com dois funcionários do noivo, que forneceu a bebida, para dar suporte ao backstage.

Desses todos não posso deixar de falar das minhas fiéis escudeiras, Letícia (*) e Vera (*); sei que posso contar com elas pra tudo! Estavam conosco também a Maura e a Alessandra, que têm nos acompanhado em muitos eventos por aí.

Delícias da festa: abraço apertado da mãe da noiva, parabenizando a equipe; elogio da avó, dizendo que queria ter a “minha mão para o sal”, que permitiu que ela sentisse todas as nuances de sabor de cada prato; encontrar um amigo de infância, casado com a prima do noivo; ouvir de um convidado que, naquela noite, ele aprendeu a comer salmão – macio e úmido! E, por fim, a visita da noiva à cozinha dividindo conosco a satisfação de viver a realização do sonho.

Tive, ainda, mais duas grandes alegrias: conheci o Bruno, da 18elementos(*) – com seu delicado e sentimental registro fotográfico – e a Graça, da Cheia de Graça Patisserie(*) – que eu já tinha visitado e a-ma-do.

Fico agora, por algum tempo, com as sensações vividas no encanto de mais um casamento. E seguimos, Roberta e eu, comemorando o amor, a cada 28 de março.

Obrigada, Roberta! Muito obrigada!

- POESIA -

Cebola,
luminosa redoma,
pétala a pétala
se formou a tua formosura,
escamas de cristal te acrescentaram
e no segredo da terra escura
se arredondou o teu ventre de orvalho.
Sob a terra
foi o milagre
e quando apareceu
o teu torpe talo verde,
e nasceram
as tuas folhas como espadas no quintal,
a terra acumulou o seu poderio
mostrando a tua nua transparência,
e como em Afrodite o mar remoto
duplicou a magnólia
levantando os teus seios,
a terra
assim te fez,
cebola,
clara como um planeta,
e destinada
a reluzir,
constelação constante,
redonda rosa de água,
sobre
a mesa
das pobres gentes.

Generosa
desfazes
o teu globo de frescura
na consumação
fervente da panela,
e a tira de cristal
ao calor aceso do azeite
se transforma em encrespada pena de ouro.

Também recordarei como fecunda
a tua influência o amor da salada,
e parece que o céu contribui
te dando a fina forma de granizo
celebrando a tua claridade picada
sobre os hemisférios de um tomate.

Mas ao alcance
das mãos do povo,
regada com azeite,
pulverizada
com um pouco de sal,
matas a fome
do peão no duro caminho.

Estrela dos pobres,
fada madrinha
embrulhada
em delicado
papel, sais do solo,
eterna, intacta, pura
como semente de astro,
e ao te cortar
a faca na cozinha
sobe a única lágrima
sem dor.
Fizeste-nos chorar sem nos afligir.
Tudo quanto existe celebrei, cebola;
mas para mim és
mais formosa que uma ave
de penas cegadoras,
és para os meus olhos
globo celeste, taça de platina,
dança imóvel
de anêmona nevada

e vive a fragrância da terra
na tua natureza cristalina.

(Pablo Neruda – 1954)

 

- À DOIS -

Conheci a Milena em 2007 (acho…). Ela era aluna da Escola Portfolio e foi assistente do Nilo num de nossos trabalhos. Depois disso nos encontramos algumas vezes nos eventos da escola e viramos amigas virtuais – bendito Fabebook!

Nunca nos falamos por ali, até que um dia recebi um convite para curtir uma página: Em Casa Galeria. Fiquei super curiosa, entrei na página e li isso:

O que é?
A Em Casa galeria nasceu da vontade de fazer festas em casa com a arte de montar exposições. Em um ambiente acolhedor, anfitrião, artista e convidados interagem de uma maneira leve e divertida. Além de promover deliciosas vernissages, também cuidamos da venda das obras e comercialização de outros produtos relacionados a cada exposição.
Como funciona?
O anfitrião entra com a vontade de compartilhar o seu espaço e conhecer gente diferente. E a galeria entra com obras de artistas interessantes com trabalhos exclusivos.
Quando acontece?
Aproximadamente um domingo por mês, das 17hrs às 21hrs.
Que legal! Qualquer um pode ser convidado?
Sim, mas você deve levar em conta que cada exposição é em um espaço diferente – portanto, com número fechado de convidados. Por conta disso, pedimos a sua inscrição em cada exposição para que a gente possa acomodar todos da melhor forma.
Preciso levar algo?
É sempre educado quando se vai na casa de algum amigo, por isso pedimos pra você trazer seu vinho preferido.
Quero comprar obras, e agora?
Se você estiver na vernissage, fique feliz. Além de abraçar, conseguir autógrafos e conversar com o artista, você pode comprar obras com valor diferenciado.
Trabalhamos com obras exclusivas portanto, seu número é limitado.
Perdi a vernissage. Ainda posso ver e comprar as obras da exposição?
Claro, acesse nossa loja online e confira nosso acervo.
Quero ser anfitrião! O que eu faço?
Aceitamos qualquer espaço dentro da sua casa para a nossa galeria: uma parede, um quarto, um jardim florido ou um cantinho secreto serve.
Ah, sou artista!
Então não perca tempo e entre em contato com a gente para marcarmos um café.

Adivinha? QUERO SER ANFITRIÃ!!!

Enviei o e-mail, a Milena me ligou, falou do projeto, da Carol (parceira dela no projeto, uma linda que eu vim a conhecer), e marcamos uma reunião para que elas conhecessem o espaço e para eu conhecer a Carol e elas, o André. O café deu espaço ao espumante, estava tudo encaminhado!

Trocamos mais algumas mensagens, ajustamos o funcionamento da Galeria ao funcionamento da casa (um ponto forte da organização: o respeito ao espaço do anfitrião), definimos o que podia, o que não podia, onde podia… Elas são impecáveis!

Depois disso, foi só esperar o dia.

Até então eu não sabia o que seria exposto aqui… muito menos quem seria o artista! Bem a minha cara! :)

Foi no dia da montagem, na véspera do evento, que conheci a Maya Weishof e seu lindo trabalho… Apaixonei! Quando eu vi nossa parede repleta de tanta beleza, nem acreditei!

Como tive um evento nesse dia, não pude acompanhar a montagem. Voltei do jantar de madrugada e, antes de dormir, passeei pela galeria, em casa… A casa em silencio, com tantas obras só pra mim, de uma forma que eu nunca havia visto… Foi demais! (só no dia seguinte é que tive a real noção do que havia vivido – ninguém mais viu aquilo como eu).

Enfim chegou a hora. Primeiro as curadoras e seus companheiros, depois a Maya. Brindamos e logo apareceu o primeiro dos 60 convidados confirmados.

Eu não sabia quem viria – sabia apenas que tinha sido feita uma seleção online, com entrevista para definição do perfil. Apareceram alguns amigos meus, com quem eu havia conversado sobre a Em Casa (sem contar que seria na minha casa). Um deles contou que usou o GPS para localizar o endereço enviado e só percebeu ser na minha casa quando chegou na esquina!

O evento correu às mil maravilhas – teve muita troca, discurso, choradeira, enfim, tudo que tem um evento de sucesso! No horário previsto o público começou a dispersar, sobramos nós: os anfitriões, as curadoras, a artista!

Celebramos, com carneiro e couscous, voz e violão.

Na primeira vez em que fui chamada para fazer uma produção, eu nem sabia que food styling era um ofício.

Foi quando comecei a me aventurar no mundo dos eventos, em Blumenau. E o mais curioso: foram dois contratos simultâneos! O ano era 2004.

Um amigo da família, o designer gráfico Enio Souza (hoje na Agência Human),  precisava de uma produção para ilustrar a embalagem que estava desenhando para o lançamento de um produto. Precisava de um filet bem apresentado, valorizando o acompanhamento (batata palha, o produto em questão). Eu não tinha o menor conhecimento de fotografia, iluminação, design de embalagem… nada! E a foto seria feita em Curitiba (outro capricho do destino…).

Foi como um despertar pra um mundo paralelo que sempre esteve presente no meu cotidiano – alguém produz aquilo que está no rótulo!

Na semana seguinte – mesmo! – um fotografo me procurou para desenvolver 10 receitas com atum em conserva, e produzir os pratos para ilustrar o rótulo das latas, com a receita no verso. Neste momento, uma luz se acendeu: será mera coincidência?

Comecei a procurar informações na (ainda precária) internet e descobri que por trás dessa produção toda tinha um profissional, totalmente dedicado à aparência e apresentação do alimento. Fiquei encantada por esse mundo; passei a comprar livros pelas fotos, não mais pelas receitas, comecei a acompanhar diariamente blogs de fotografia e fiquei muito mais atenta às embalagens e panfletos de receita no supermercado.

Porém, as produções pararam por ali… Aquilo que, seria um sinal – pensei – foi fogo de palha…

No ano seguinte, conheci o Nilo e vi que realmente estava predestinada ao mundo da fotografia. Recebi uma ligação da agência que fazia a publicidade de um cliente, um restaurante que na época eu atendia com treinamento de equipe e renovação de menu. Para marcar o lançamento do novo cardápio, planejava-se uma grande mudança física no salão, onde seriam afixadas imagens conceituais da nova proposta, em backlight. Para isso haviam contratado um fotógrafo, de Curitiba, que viria fazer as fotos na minha empresa.

Hoje lembramos, rindo muito, dessa experiência – eu com pouquíssimo conhecimento na área (como única garantia, os dois trabalhos já feitos), ele na insegurança de trabalhar com uma produtora desconhecida…

O trabalho correu às mil maravilhas: cliente satisfeito, agência com o job conquistado e nós dois iniciando uma amizade e parceria sem precedentes.

Logo o chamei para fotografar para mais dois clientes em Blumenau. Depois ele me encaixou em dois projetos em Curitiba e assim seguimos por vários anos (as fotos desse post são dessa época, nossos primeiros trabalhos juntos). Em 2010 decidi mudar definitivamente para cá, principalmente pelo crescente trabalho nessa área.

Nesses anos de convívio, a fotografia se tornou uma constante no meu trabalho e na minha vida. Fiz alguns cursos, aprendi muito na prática, durante nossas produções e hoje meu trabalho ficou muito mais fácil, graças a um entendimento muito maior de luz, proporção, angulação e composição.

Além de entrar de cabeça nesse mundo das imagens, acabei contaminando o Nilo com os bastidores da cozinha, sabendo que já era um grande entusiasta da boa mesa. Juntando tudo que a gente ama, acabamos bolando essa Trama!

Hoje percebo claramente que a fotografia mudou também minha percepção de montagem dos pratos. Trabalhando constantemente focada na beleza, na estética, na apresentação, meu trabalho ficou muito mais criterioso. Fui percebendo o que é importante que seja mostrado, o que precisa ser sentido e o que deve ficar escondido – pra só aparecer no final!

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INGREDIENTES

400 g de biscoito de aveia;
200 g de manteiga (em temperatura ambiente);
800 g de cream cheese;
300 g de açúcar;
5 ovos;
1 kg de frutas vermelhas;
400 g de açúcar cristal fino;

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- DESTAQUES -

Nossa parceria é antiga – já, já eu conto como tudo começou – e a cada produção eu admiro mais o trabalho dele. E admiro mais ainda a capacidade de ensinar e multiplicar esse talento todo.

Montamos o primeiro workshop em 2011. Lembro como fiquei impressionada com as imagens produzidas pelo grupo, e como os próprios alunos ficaram surpresos ao ver o conjunto da obra projetado na tela.

Nossa expectativa inicial, quando montamos o projeto, era de um grupo de fotógrafos à procura de um novo nicho de mercado; porém, em todos os cursos que aconteceram desde então, tivemos um público bem variado: chefs de cozinha, blogueiros, profissionais em tratamento de imagem… E assim vem acontecendo uma troca incrível de conhecimentos e experiências, que me deixa ainda mais apaixonada por esse universo lindo da fotografia de alimentos.

Eu sou suspeita, mas… não é incrível fotografar comida? O Instagram concorda comigo!

Mas não basta um prato lindo pra obter uma foto linda. Os cuidados na montagem da cena, na escolha dos elementos, na escolha da lente, na luz e na composição é que vão deixar todos com vontade de comer!

Informações e inscrições: http://www.escolaportfolio.com.br/cursos/96/workshop-fotografia-de-gastronomia/

- À DOIS -

É assim que os amigos chamam a nossa casa – um apartamento, no caso… Saí da casa dos meus pais já “velhinha”, beirando os 30. Durante o ensino médio morei em Curitiba com minhas irmãs, depois em Balneário Camboriú com uma prima, na época da faculdade, mas meu porto seguro era lá, com o quarto intocado, meu canto.

Quando resolvi voltar a Curitiba, já namorando o André, morei um tempo com minha irmã até que ele também viesse e eu tivesse, enfim, “uma casa pra chamar de minha”.

Nosso espaço sempre foi muito dinâmico, pois antes de sermos um casal, formamos uma bela dupla! Somos parceiros, respeitamos o espaço um do outro, mas compartilhamos o prazer de receber. Somos anfitriões, acima de tudo – e hoje percebo o quanto isso é importante!

Nossas portas estão sempre abertas: amigos que ficam uma ou duas semanas na Oficina de Música; amigas que, sem saber se vão ou se ficam, ficam por três meses; outros que se separam e param por aqui até achar outro ninho; amigos que vêm de mala e cuia, de harpa nas costas, com a câmera em punho; a família que vem visitar, e aqueles que vêm aproveitar as delícias da cidade num breve final de semana. Não demorou pra instituirmos a reserva antecipada, pois começamos a ter problemas com superlotação! Em pouco tempo tínhamos nome no foursquare: Pousada Emoções! O nome surgiu de uma brincadeira com o nome do condomínio (Edifício Monções), mas traduz bem o que vivemos aqui: emoções! Atualmente estamos na segunda versão da pousada – o primeiro apê ficou pequeno pra tantas emoções…

Aqui é assim: não tem meu quarto, teu quarto… temos quartos pra quem precisa! Há quase um ano, o Gu, filho do André veio morar conosco, já entrou no ritmo: solteiros dividem o quarto com ele, casados ficam onde eu geralmente durmo. Já estivemos em 14, nas festas de fim de ano; em 13 para um casamento na família e em 15 num acampamento no terraço!

Cada um que passa por aqui acrescenta algo, pega uma mania, descobre um sabor, reconhece uma música, assiste um filme…

Outro dia falei pra um habitué “vou ao mercado, fique à vontade…”, ele me responde “mais?? só se eu tirar a roupa!”. Gente, não é pra tanto! kkkk

Nosso primeiro contato foi em meados de agosto do ano passado. A Roberta me ligou, pedindo um orçamento para o jantar de casamento – 100 pessoas, à inglesa – que aconteceria 7 meses depois. Eu estava numa correria sem tamanho: passaria duas semanas em Blumenau, com 8 aulas agendadas e uma produção para a Hemmer (*).

Quem me indicou foi a Melanie; o casamento(*) da Mel e do Vini foi uma das festas mais marcantes da minha carreira.

Quando eu faço um orçamento, preciso de alguns dias pra pensar naquele novo projeto. Sempre agendo uma conversa, porque gosto mesmo é de sondar os gostos de cada um,  mas quando sinto ansiedade no cliente, envio antes uma “proposta padrão”, para que ele tenha uma idéia dos meus menus e dos valores.

Na semana seguinte ao primeiro contato da Roberta enviei alguns cardápios e sugeri um encontro, que aconteceu em 3 de setembro, uma quarta. Lembro que neste dia eu estava particularmente inspirada – havia feito um Menu Confiance (*) no sábado, hospedado a Em Casa Galeria (*) no domingo, e servido um Wine Dinner (*) na terça.

Fui até seu escritório. Já sabia que era arquiteta e já tinha uma concepção dela na minha mente pela delicadeza e precisão das mensagens – via uma menina sonhadora, mas certa do que quer, educadíssima e gentil, com o nome bem apropriado de Roberta Valente. Foi exatamente o que encontrei, e descobri mais: organizada, detalhista e determinada!
Falamos do menu e do serviço tendo em mãos a planta baixa da casa do pai (que a princípio seria a  locação do evento), ambientada para a festa, com detalhes precisos de fluxo de serviço e convidados. Surgiu uma afinidade recíproca.

Indiquei a Bárbara Jorge, minha cerimonialista preferida, que conheci noutro casamento lindo – o da Gabriella (*). A Babi tem tudo que uma festa precisa: eficiência, simpatia e jogo de cintura.

Continuamos trocando emails; a festa aumentou, mudou de local e por fim ela me perguntou onde poderia provar meus pratos. Como de costume, convidei os noivos para uma degustação na minha casa. Faço questão dessa aproximação com a noiva e é geralmente nesse dia que conheço o noivo, quando tenho a chance de descobrir também os gostos dele.

Por incompatibilidade de agendas, tivemos de trocar a data por duas vezes e, no dia marcado o André teve uma aula e fiquei em casa com o Gu, meu enteado (*). Já tinha minha equipe formada: servimos o jantar, eu e ele.
Pronto! Estava formado o laço que eu gosto de ter com uma noiva: confiança e encantamento. Foi isso que senti na visita do casal.

Trocamos mais algumas ideias sobre local e menu, até que ela definiu onde seria a festa. Eu não conhecia o Lagoa Eventos; nossa última reunião foi lá. O lugar é lindo, os proprietários, super prestativos – não haveria erro!

Esse é o grande desafio de servir casamentos: não há margem para o erro. Confesso que ainda perco o sono nos dias que antecedem o grande dia, mesmo depois de tantas festas, mas acho que é esse frio na barriga que me motiva!

No último mês, mais um ajuste: 140 convidados.
Ajustamos as velas contando com vento forte…