DESTAQUES

POSTS

16/09/2015

CASAMENTO DA MEL

Já fiz muitos casamentos, mas esse foi, sem dúvida meu maior desafio!
A Melanie foi mais um presente que a fotografia me trouxe: aluna do Nilo, foi assistente num de nossos trabalhos; mais tarde tornou-se minha colega no Liberdade Fotográfica, e depois minha professora! Na Portfolio conheci o Vini, bem no comecinho do namoro deles…
Ou seja, conhecia a noiva desde antes do noivo aparecer. Logo que decidiram casar ela me procurou; disse que casariam em casa, num sábado de manhã e contou o que sonhava pra este dia.
Depois, conheci os pais da noiva e anfitriões da festa. Numa tarde linda de outono, tomamos chá no jardim que seria o cenário do grande dia! Pra mim o evento começou ali, naquele chá. Naquele dia conheci a casa e definimos onde seria montada a cozinha de apoio e o bar; ajustamos o menu, já estudado pelas duas.
O serviço seria assim: na chegada, antes da cerimônia, ponche e mini-sanduíches (providencial, pois com a cerimônia marcada para às 11 horas, muitas mulheres foram pro salão sem café da manhã!). Depois do “sim”, serviríamos a mesa de antipasti e, na sequência, as ilhas quentes. A ideia toda era que os convidados se sentissem à vontade, sem o protocolo de parar para almoçar. E assim foi: alguns convidados nas mesas, outros no jardim, sentados no gramado.
Abrimos espaço na sala para montar a mesa de doces. O “bolo” ganhou um espaço especial no jardim – meu canto preferido da festa!
Tudo era encantador! Andrea, a mãe, estava cuidando de todos os detalhes da decoração. A florista ficou hospedada ali, e montou uma floricultura no estúdio da Mel, que fica dentro da casa.
O bolo, nada convencional, era uma receita da avó: uma torta de maçã perfeita para o fim de tarde, perfeita para o chá gelado, perfeita para o espumante, perfeita para o momento… que responsabilidade, reproduzir uma receita tradicional da família! Testei antes, levei para o “júri” e… aprovada! Com toda a logística necessária para produzir um evento deste porte em uma residência, não pude preparar as 18 tortas de maçã que seriam servidas; pra isso trouxe a fada dos bolos da minha vida: tia Gina(*)! Ela veio a Curitiba, acompanhada dos docinhos que havia feito em Gaspar, e fez as tortas no meu apartamento – pra desespero dos vizinhos que devem ter morrido de desejo com o perfume de bolo de vó…
No meio do caminho, o André também entrou na produção: adaptou o repertório escolhido pelo Leslie, o pai, para um trio formado por trompete, saxofone e piano, contratou os músicos, coordenou a música durante a cerimônia e, depois, acompanhou ao piano os solos do saxofonista durante o festim.
No dia da festa, chegamos cedo. Éramos, ao todo, 25: garçons, garçonetes, cozinheiras, copeiros, copeiras, doceira e até maquiadora! Afinal, numa festa de fotógrafo não se pode descuidar do visual! E, de fato, foi o evento com a maior cobertura fotográfica da minha vida! (as fotos da postagem são da Lina Sumizono, do Rodrigo Janasievicz e do Wagner Pace)
Num dia quente de verão, depois que todos partiram, ficamos eu, os noivos, os anfitriões e minha fiel escudeira, Letícia, para um banho de chuva que só as tardes de verão proporcionam! Foi uma festa “de lavar a alma”!

COMENTÁRIOS