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31/03/2015

CASAMENTO DA ROBERTA – PARTE I

Nosso primeiro contato foi em meados de agosto do ano passado. A Roberta me ligou, pedindo um orçamento para o jantar de casamento – 100 pessoas, à inglesa – que aconteceria 7 meses depois. Eu estava numa correria sem tamanho: passaria duas semanas em Blumenau, com 8 aulas agendadas e uma produção para a Hemmer (*).

Quem me indicou foi a Melanie; o casamento(*) da Mel e do Vini foi uma das festas mais marcantes da minha carreira.

Quando eu faço um orçamento, preciso de alguns dias pra pensar naquele novo projeto. Sempre agendo uma conversa, porque gosto mesmo é de sondar os gostos de cada um,  mas quando sinto ansiedade no cliente, envio antes uma “proposta padrão”, para que ele tenha uma idéia dos meus menus e dos valores.

Na semana seguinte ao primeiro contato da Roberta enviei alguns cardápios e sugeri um encontro, que aconteceu em 3 de setembro, uma quarta. Lembro que neste dia eu estava particularmente inspirada – havia feito um Menu Confiance (*) no sábado, hospedado a Em Casa Galeria (*) no domingo, e servido um Wine Dinner (*) na terça.

Fui até seu escritório. Já sabia que era arquiteta e já tinha uma concepção dela na minha mente pela delicadeza e precisão das mensagens – via uma menina sonhadora, mas certa do que quer, educadíssima e gentil, com o nome bem apropriado de Roberta Valente. Foi exatamente o que encontrei, e descobri mais: organizada, detalhista e determinada!
Falamos do menu e do serviço tendo em mãos a planta baixa da casa do pai (que a princípio seria a  locação do evento), ambientada para a festa, com detalhes precisos de fluxo de serviço e convidados. Surgiu uma afinidade recíproca.

Indiquei a Bárbara Jorge, minha cerimonialista preferida, que conheci noutro casamento lindo – o da Gabriella (*). A Babi tem tudo que uma festa precisa: eficiência, simpatia e jogo de cintura.

Continuamos trocando emails; a festa aumentou, mudou de local e por fim ela me perguntou onde poderia provar meus pratos. Como de costume, convidei os noivos para uma degustação na minha casa. Faço questão dessa aproximação com a noiva e é geralmente nesse dia que conheço o noivo, quando tenho a chance de descobrir também os gostos dele.

Por incompatibilidade de agendas, tivemos de trocar a data por duas vezes e, no dia marcado o André teve uma aula e fiquei em casa com o Gu, meu enteado (*). Já tinha minha equipe formada: servimos o jantar, eu e ele.
Pronto! Estava formado o laço que eu gosto de ter com uma noiva: confiança e encantamento. Foi isso que senti na visita do casal.

Trocamos mais algumas ideias sobre local e menu, até que ela definiu onde seria a festa. Eu não conhecia o Lagoa Eventos; nossa última reunião foi lá. O lugar é lindo, os proprietários, super prestativos – não haveria erro!

Esse é o grande desafio de servir casamentos: não há margem para o erro. Confesso que ainda perco o sono nos dias que antecedem o grande dia, mesmo depois de tantas festas, mas acho que é esse frio na barriga que me motiva!

No último mês, mais um ajuste: 140 convidados.
Ajustamos as velas contando com vento forte…

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