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À DOIS

- À DOIS -

Conheci a Milena em 2007 (acho…). Ela era aluna da Escola Portfolio e foi assistente do Nilo num de nossos trabalhos. Depois disso nos encontramos algumas vezes nos eventos da escola e viramos amigas virtuais – bendito Fabebook!

Nunca nos falamos por ali, até que um dia recebi um convite para curtir uma página: Em Casa Galeria. Fiquei super curiosa, entrei na página e li isso:

O que é?
A Em Casa galeria nasceu da vontade de fazer festas em casa com a arte de montar exposições. Em um ambiente acolhedor, anfitrião, artista e convidados interagem de uma maneira leve e divertida. Além de promover deliciosas vernissages, também cuidamos da venda das obras e comercialização de outros produtos relacionados a cada exposição.
Como funciona?
O anfitrião entra com a vontade de compartilhar o seu espaço e conhecer gente diferente. E a galeria entra com obras de artistas interessantes com trabalhos exclusivos.
Quando acontece?
Aproximadamente um domingo por mês, das 17hrs às 21hrs.
Que legal! Qualquer um pode ser convidado?
Sim, mas você deve levar em conta que cada exposição é em um espaço diferente – portanto, com número fechado de convidados. Por conta disso, pedimos a sua inscrição em cada exposição para que a gente possa acomodar todos da melhor forma.
Preciso levar algo?
É sempre educado quando se vai na casa de algum amigo, por isso pedimos pra você trazer seu vinho preferido.
Quero comprar obras, e agora?
Se você estiver na vernissage, fique feliz. Além de abraçar, conseguir autógrafos e conversar com o artista, você pode comprar obras com valor diferenciado.
Trabalhamos com obras exclusivas portanto, seu número é limitado.
Perdi a vernissage. Ainda posso ver e comprar as obras da exposição?
Claro, acesse nossa loja online e confira nosso acervo.
Quero ser anfitrião! O que eu faço?
Aceitamos qualquer espaço dentro da sua casa para a nossa galeria: uma parede, um quarto, um jardim florido ou um cantinho secreto serve.
Ah, sou artista!
Então não perca tempo e entre em contato com a gente para marcarmos um café.

Adivinha? QUERO SER ANFITRIÃ!!!

Enviei o e-mail, a Milena me ligou, falou do projeto, da Carol (parceira dela no projeto, uma linda que eu vim a conhecer), e marcamos uma reunião para que elas conhecessem o espaço e para eu conhecer a Carol e elas, o André. O café deu espaço ao espumante, estava tudo encaminhado!

Trocamos mais algumas mensagens, ajustamos o funcionamento da Galeria ao funcionamento da casa (um ponto forte da organização: o respeito ao espaço do anfitrião), definimos o que podia, o que não podia, onde podia… Elas são impecáveis!

Depois disso, foi só esperar o dia.

Até então eu não sabia o que seria exposto aqui… muito menos quem seria o artista! Bem a minha cara! :)

Foi no dia da montagem, na véspera do evento, que conheci a Maya Weishof e seu lindo trabalho… Apaixonei! Quando eu vi nossa parede repleta de tanta beleza, nem acreditei!

Como tive um evento nesse dia, não pude acompanhar a montagem. Voltei do jantar de madrugada e, antes de dormir, passeei pela galeria, em casa… A casa em silencio, com tantas obras só pra mim, de uma forma que eu nunca havia visto… Foi demais! (só no dia seguinte é que tive a real noção do que havia vivido – ninguém mais viu aquilo como eu).

Enfim chegou a hora. Primeiro as curadoras e seus companheiros, depois a Maya. Brindamos e logo apareceu o primeiro dos 60 convidados confirmados.

Eu não sabia quem viria – sabia apenas que tinha sido feita uma seleção online, com entrevista para definição do perfil. Apareceram alguns amigos meus, com quem eu havia conversado sobre a Em Casa (sem contar que seria na minha casa). Um deles contou que usou o GPS para localizar o endereço enviado e só percebeu ser na minha casa quando chegou na esquina!

O evento correu às mil maravilhas – teve muita troca, discurso, choradeira, enfim, tudo que tem um evento de sucesso! No horário previsto o público começou a dispersar, sobramos nós: os anfitriões, as curadoras, a artista!

Celebramos, com carneiro e couscous, voz e violão.

- À DOIS -

É assim que os amigos chamam a nossa casa – um apartamento, no caso… Saí da casa dos meus pais já “velhinha”, beirando os 30. Durante o ensino médio morei em Curitiba com minhas irmãs, depois em Balneário Camboriú com uma prima, na época da faculdade, mas meu porto seguro era lá, com o quarto intocado, meu canto.

Quando resolvi voltar a Curitiba, já namorando o André, morei um tempo com minha irmã até que ele também viesse e eu tivesse, enfim, “uma casa pra chamar de minha”.

Nosso espaço sempre foi muito dinâmico, pois antes de sermos um casal, formamos uma bela dupla! Somos parceiros, respeitamos o espaço um do outro, mas compartilhamos o prazer de receber. Somos anfitriões, acima de tudo – e hoje percebo o quanto isso é importante!

Nossas portas estão sempre abertas: amigos que ficam uma ou duas semanas na Oficina de Música; amigas que, sem saber se vão ou se ficam, ficam por três meses; outros que se separam e param por aqui até achar outro ninho; amigos que vêm de mala e cuia, de harpa nas costas, com a câmera em punho; a família que vem visitar, e aqueles que vêm aproveitar as delícias da cidade num breve final de semana. Não demorou pra instituirmos a reserva antecipada, pois começamos a ter problemas com superlotação! Em pouco tempo tínhamos nome no foursquare: Pousada Emoções! O nome surgiu de uma brincadeira com o nome do condomínio (Edifício Monções), mas traduz bem o que vivemos aqui: emoções! Atualmente estamos na segunda versão da pousada – o primeiro apê ficou pequeno pra tantas emoções…

Aqui é assim: não tem meu quarto, teu quarto… temos quartos pra quem precisa! Há quase um ano, o Gu, filho do André veio morar conosco, já entrou no ritmo: solteiros dividem o quarto com ele, casados ficam onde eu geralmente durmo. Já estivemos em 14, nas festas de fim de ano; em 13 para um casamento na família e em 15 num acampamento no terraço!

Cada um que passa por aqui acrescenta algo, pega uma mania, descobre um sabor, reconhece uma música, assiste um filme…

Outro dia falei pra um habitué “vou ao mercado, fique à vontade…”, ele me responde “mais?? só se eu tirar a roupa!”. Gente, não é pra tanto! kkkk