DESTAQUES

CASAMENTOS

Já fiz muitos casamentos, mas esse foi, sem dúvida meu maior desafio!
A Melanie foi mais um presente que a fotografia me trouxe: aluna do Nilo, foi assistente num de nossos trabalhos; mais tarde tornou-se minha colega no Liberdade Fotográfica, e depois minha professora! Na Portfolio conheci o Vini, bem no comecinho do namoro deles…
Ou seja, conhecia a noiva desde antes do noivo aparecer. Logo que decidiram casar ela me procurou; disse que casariam em casa, num sábado de manhã e contou o que sonhava pra este dia.
Depois, conheci os pais da noiva e anfitriões da festa. Numa tarde linda de outono, tomamos chá no jardim que seria o cenário do grande dia! Pra mim o evento começou ali, naquele chá. Naquele dia conheci a casa e definimos onde seria montada a cozinha de apoio e o bar; ajustamos o menu, já estudado pelas duas.
O serviço seria assim: na chegada, antes da cerimônia, ponche e mini-sanduíches (providencial, pois com a cerimônia marcada para às 11 horas, muitas mulheres foram pro salão sem café da manhã!). Depois do “sim”, serviríamos a mesa de antipasti e, na sequência, as ilhas quentes. A ideia toda era que os convidados se sentissem à vontade, sem o protocolo de parar para almoçar. E assim foi: alguns convidados nas mesas, outros no jardim, sentados no gramado.
Abrimos espaço na sala para montar a mesa de doces. O “bolo” ganhou um espaço especial no jardim – meu canto preferido da festa!
Tudo era encantador! Andrea, a mãe, estava cuidando de todos os detalhes da decoração. A florista ficou hospedada ali, e montou uma floricultura no estúdio da Mel, que fica dentro da casa.
O bolo, nada convencional, era uma receita da avó: uma torta de maçã perfeita para o fim de tarde, perfeita para o chá gelado, perfeita para o espumante, perfeita para o momento… que responsabilidade, reproduzir uma receita tradicional da família! Testei antes, levei para o “júri” e… aprovada! Com toda a logística necessária para produzir um evento deste porte em uma residência, não pude preparar as 18 tortas de maçã que seriam servidas; pra isso trouxe a fada dos bolos da minha vida: tia Gina(*)! Ela veio a Curitiba, acompanhada dos docinhos que havia feito em Gaspar, e fez as tortas no meu apartamento – pra desespero dos vizinhos que devem ter morrido de desejo com o perfume de bolo de vó…
No meio do caminho, o André também entrou na produção: adaptou o repertório escolhido pelo Leslie, o pai, para um trio formado por trompete, saxofone e piano, contratou os músicos, coordenou a música durante a cerimônia e, depois, acompanhou ao piano os solos do saxofonista durante o festim.
No dia da festa, chegamos cedo. Éramos, ao todo, 25: garçons, garçonetes, cozinheiras, copeiros, copeiras, doceira e até maquiadora! Afinal, numa festa de fotógrafo não se pode descuidar do visual! E, de fato, foi o evento com a maior cobertura fotográfica da minha vida! (as fotos da postagem são da Lina Sumizono, do Rodrigo Janasievicz e do Wagner Pace)
Num dia quente de verão, depois que todos partiram, ficamos eu, os noivos, os anfitriões e minha fiel escudeira, Letícia, para um banho de chuva que só as tardes de verão proporcionam! Foi uma festa “de lavar a alma”!

A festa foi num sábado.
28 de março, o dia em que, anos atrás, encontrei o amor…
Tudo estava encantador, como deve ser; a festa foi linda!

Recebemos os convidados com águas aromatizadas, enquanto o cerimonial os encaminhava ao espaço montado para a celebração.
Os canapés circularam logo após a cerimônia e o jantar foi servido uma hora depois – uma sequência de três pratos (postei no Instagram com descrição dos preparos, segue lá!). A mesa de doces, com bolo e miniaturas, fez as vezes de sobremesa.

Nossa sequência foi servida em tempo recorde: 1 hora e 15 minutos. Mal pude acreditar quando olhei o relógio!
O que dizer da minha equipe?! Eles são demais! Éramos 5 cozinheiras, 5 copeiras, 10 garçons e 1 maître. Contamos ainda com dois funcionários do noivo, que forneceu a bebida, para dar suporte ao backstage.

Desses todos não posso deixar de falar das minhas fiéis escudeiras, Letícia (*) e Vera (*); sei que posso contar com elas pra tudo! Estavam conosco também a Maura e a Alessandra, que têm nos acompanhado em muitos eventos por aí.

Delícias da festa: abraço apertado da mãe da noiva, parabenizando a equipe; elogio da avó, dizendo que queria ter a “minha mão para o sal”, que permitiu que ela sentisse todas as nuances de sabor de cada prato; encontrar um amigo de infância, casado com a prima do noivo; ouvir de um convidado que, naquela noite, ele aprendeu a comer salmão – macio e úmido! E, por fim, a visita da noiva à cozinha dividindo conosco a satisfação de viver a realização do sonho.

Tive, ainda, mais duas grandes alegrias: conheci o Bruno, da 18elementos(*) – com seu delicado e sentimental registro fotográfico – e a Graça, da Cheia de Graça Patisserie(*) – que eu já tinha visitado e a-ma-do.

Fico agora, por algum tempo, com as sensações vividas no encanto de mais um casamento. E seguimos, Roberta e eu, comemorando o amor, a cada 28 de março.

Obrigada, Roberta! Muito obrigada!

Nosso primeiro contato foi em meados de agosto do ano passado. A Roberta me ligou, pedindo um orçamento para o jantar de casamento – 100 pessoas, à inglesa – que aconteceria 7 meses depois. Eu estava numa correria sem tamanho: passaria duas semanas em Blumenau, com 8 aulas agendadas e uma produção para a Hemmer (*).

Quem me indicou foi a Melanie; o casamento(*) da Mel e do Vini foi uma das festas mais marcantes da minha carreira.

Quando eu faço um orçamento, preciso de alguns dias pra pensar naquele novo projeto. Sempre agendo uma conversa, porque gosto mesmo é de sondar os gostos de cada um,  mas quando sinto ansiedade no cliente, envio antes uma “proposta padrão”, para que ele tenha uma idéia dos meus menus e dos valores.

Na semana seguinte ao primeiro contato da Roberta enviei alguns cardápios e sugeri um encontro, que aconteceu em 3 de setembro, uma quarta. Lembro que neste dia eu estava particularmente inspirada – havia feito um Menu Confiance (*) no sábado, hospedado a Em Casa Galeria (*) no domingo, e servido um Wine Dinner (*) na terça.

Fui até seu escritório. Já sabia que era arquiteta e já tinha uma concepção dela na minha mente pela delicadeza e precisão das mensagens – via uma menina sonhadora, mas certa do que quer, educadíssima e gentil, com o nome bem apropriado de Roberta Valente. Foi exatamente o que encontrei, e descobri mais: organizada, detalhista e determinada!
Falamos do menu e do serviço tendo em mãos a planta baixa da casa do pai (que a princípio seria a  locação do evento), ambientada para a festa, com detalhes precisos de fluxo de serviço e convidados. Surgiu uma afinidade recíproca.

Indiquei a Bárbara Jorge, minha cerimonialista preferida, que conheci noutro casamento lindo – o da Gabriella (*). A Babi tem tudo que uma festa precisa: eficiência, simpatia e jogo de cintura.

Continuamos trocando emails; a festa aumentou, mudou de local e por fim ela me perguntou onde poderia provar meus pratos. Como de costume, convidei os noivos para uma degustação na minha casa. Faço questão dessa aproximação com a noiva e é geralmente nesse dia que conheço o noivo, quando tenho a chance de descobrir também os gostos dele.

Por incompatibilidade de agendas, tivemos de trocar a data por duas vezes e, no dia marcado o André teve uma aula e fiquei em casa com o Gu, meu enteado (*). Já tinha minha equipe formada: servimos o jantar, eu e ele.
Pronto! Estava formado o laço que eu gosto de ter com uma noiva: confiança e encantamento. Foi isso que senti na visita do casal.

Trocamos mais algumas ideias sobre local e menu, até que ela definiu onde seria a festa. Eu não conhecia o Lagoa Eventos; nossa última reunião foi lá. O lugar é lindo, os proprietários, super prestativos – não haveria erro!

Esse é o grande desafio de servir casamentos: não há margem para o erro. Confesso que ainda perco o sono nos dias que antecedem o grande dia, mesmo depois de tantas festas, mas acho que é esse frio na barriga que me motiva!

No último mês, mais um ajuste: 140 convidados.
Ajustamos as velas contando com vento forte…